Contratação Errada: O "Abacate no Salpicão" que Estraga o Time
Postado em: 12/01/2026
Sabe aquele churrasco de domingo em que todo mundo está no maior pique, ouvindo um pagodinho, e de repente chega alguém querendo colocar música clássica no último volume e reclamando do carvão?
Pois é. No mundo das empresas, isso tem nome: falta de Fit Cultural.
Contratar alguém só pelo currículo impecável, ignorando se a pessoa combina com o "jeito de ser" da empresa, é um dos erros mais caros (e estressantes) que um gestor pode cometer. Vamos entender por que essa mistura não dá liga?
1. O Efeito Dominó no Clima Organizacional
Quando uma peça não se encaixa no quebra-cabeça, ela não só fica de fora, como atrapalha as outras peças a se conectarem.
Rádio Peão em Alta: A pessoa desalinhada começa a se sentir um "peixe fora d'água". Isso gera frustração, que vira fofoca, que vira desmotivação geral.
Conflitos Desnecessários: O que era para ser uma discussão saudável de ideias vira uma guerra de egos ou de valores. Se a empresa preza pela agilidade e o novo contratado é extremamente burocrático, o choque é inevitável.
2. Performance: O Motor que Começa a Falhar
Imagine uma equipe de Fórmula 1 onde todos correm para trocar o pneu em segundos, mas um dos mecânicos decide que quer parar para tomar um cafezinho bem na hora do pit stop.
Retrabalho: O gestor gasta mais tempo "apagando incêndio" e mediando conflitos do que focando em estratégia.
Queda na Produtividade: A equipe perde o ritmo. A energia que deveria ser usada para bater metas é drenada para tentar integrar alguém que, no fundo, não quer estar ali daquele jeito.
3. O Bolso Chora (E não é pouco!)
Contratar errado custa caro. Não estamos falando só de salário, mas de:
Tempo de Treinamento: Horas investidas em alguém que vai sair em 3 meses.
Processo de Demissão: Custos burocráticos e rescisórios.
Novo Recrutamento: Ter que começar tudo do zero (haja café para o RH!).
Como evitar esse "mico"?
A solução é o Fit Cultural. Antes de olhar se o candidato sabe mexer na ferramenta X ou Y, pergunte-se:
Ele compartilha dos nossos valores?
Ele trabalharia bem com a Maria e o João, que já estão aqui?
O brilho no olho dele combina com o nosso propósito?
Lembre-se: habilidade técnica a gente ensina com curso e prática. Caráter e valores já vêm de fábrica!
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